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Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha como assistente de produção na Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.

Publicado em 23/04/18 13:24 atualizado em 23/04/18 13:27

Operário e um filme repetido

A primeira derrota do Operário na temporada veio acompanhada de uma história que vem se repetindo nas partidas: a queda de produção quando o Fantasma tem a vantagem no placar.

Desde que teve início a segunda fase da Divisão de Acesso, esse filme é o mesmo: o Alvinegro sai na frente, mas o ritmo ofensivo diminui vertiginosamente, a bola não fica no campo de ataque e os adversários passam a gostar do jogo. Foi assim contra o Iraty, contra o PSTC e contra o Ypiranga. Todos confrontos fora de casa.

Em Erechim, a situação foi ainda pior, pois os espaços geravam contra-ataques constantes do adversário. Ou seja, mesmo com a vantagem e uma aparente tranquilidade no placar, o Operário se mostrava como uma equipe desesperada e se desorganizou, permitindo espaços maiores.

No primeiro tempo, Jean Silva - nas costas de Raphael Soares - era o principal responsável por construir as jogadas de perigo. Nesse aspecto, Peixoto fez falta. Ou mesmo Chicão e Índio, pois o entrosamento na cobertura é maior do que o da dupla formada por Erick e Serginho Paulista.

No primeiro gol sofrido, Sosa precisou dar o bote na meia-cancha. A bola foi enfiada nas costas dele e Alisson não chegou a tempo para diminuir o espaço do atacante Paulo. Todo esse lance foi gerado em uma cobrança de escanteio favorável ao Fantasma. Era mais um dos vários contra-ataques cedidos.

Na etapa complementar, só Lucas Batatinha realmente se destacou no setor ofensivo do Fantasma, produzindo perigo à meta adversária. Nem mesmo as entradas de Cleyton, Gil Paraíba e Vinícius criaram produtividade no ataque. Pior, pois não havia quem segurasse a bola no campo ofensivo. O Operário passou a sofrer até levar o gol da virada.

Mesmo não usando força máxima, a situação serve de alerta. Contra o Volta Redonda, o Fantasma também teve muita dificuldade para manter a bola nos pés durante a reta final da partida.

Em tempo, é inadmissível que o Operário perca chances claras de ‘matar’ o jogo. Athos teve uma ainda no primeiro tempo após um contra-ataque de dois contra um. Vale lembrar que o contrato dele está acabando e que poucas oportunidades como essa devem aparecer novamente para o meia.